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Seu cerebro te engana diariamente e você nem se dá conta disso; entenda

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INFLUENCIANDO NOSSA VIDA

Seu cerebro te engana diariamente e você nem se dá conta disso; entenda

Foto: Reprodução

Muitas vezes tomamos decisões que parecem não serem nossas, como comprar alguma coisa por vermos uma propaganda, mesmo sem precisarmos daquilo ou sem ao menos saber o que aquilo agregaria em sua vida. E é exatamente isso que acontece, seu cérebro engana você e te influencia a coisas que talvez você nem queira – ou não saiba que queira.

O órgão mais ativo do corpo humano nos engana a todo momento, com mais de 100 bilhões de neurônios que realizam mais de 150 trilhões de conexões sem nem gastar muito da sua energia é mestre no quesito manipulação. Ele nos cega por aproximadamente 4 horas diárias. Ele nos submente a situações por forças exteriores e muitas vezes cria preconceitos em assuntos diversos, mesmo você garantindo que não os tem.

A sua mente tem esse poder de autocontrole e não há nada que você possa fazer sobre isso, pois é tudo instantâneo e espontâneo, no intuito de economizar a sua energia diária, seu cérebro encontra maneiras de ludibriar suas decisões e alguns atos.

A ILUSÃO DAS DECISÕES

Na prática nosso cérebro recebe informações a todo momento, dentre elas as famosas mensagens subliminares, que influenciam no que iremos comprar, vestir e até mesmo comer. Acontece quase que uma hipnose diária no órgão, por influencias externas, por mais que lutemos contra, nossas decisões são tomadas de acordo com as tendências ao nosso redor, ou aquelas que seguimos.

Um estudo realizado no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que todas as nossas escolhas são tomadas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência por uns 10 segundos antes mesmo de saber se queremos aquilo ou não.

Muitas vezes nem com fome estamos, mas ao nos depararmos com cheiros ou imagens de comida, nos dá a sensação de que estamos querendo comer aquilo, desenvolvemos hábitos voltados para a cultura que nos cerca, pela eficiência em poupar energia cerebral que temos.

Foto: Reprodução


A CEGUEIRA INVOLUNTÁRIA

A única parte do olho humano que capta imagens claras chama-se fóvea, ela tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro de nossa retina. Para compor um quadro de imagens e formar uma visão completa, os nossos olhos ficam constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o próximo ponto. Nesse intervalo, não temos uma visão completa e é aí que sofremos a influência do nosso cérebro: ele substitui a ‘cegueira’ por imagens próprias, para que completemos o quadro.

Ou seja, como nossos olhos pulam ao menos 150 mil vezes por dia, o que resulta em aproximadamente 4 horas diárias de cegueira involuntária. Não percebemos isso, pois nosso cérebro consegue preencher essas lacunas com as imagens que ele mesmo criou, nos dandos a sensação de que realmente enxergamos aquilo, quando na realidade não vimos o quadro completo e correto.

AS BOAS LEMBRANÇAS

Sim, seu cérebro também consegue te enganar quando o assunto é memória. De acordo com o revelado por estudos na Universidade da Califórnia, EUA, o nosso cérebro tende a ser influenciado também quando vamos relembrar algo, muitas vezes fatos tristes podem vir a ter outra perspectiva de acordo com o que pedimos inconscientemente ao cérebro. Bem como a criação de memórias que talvez não sejam exatamente suas. 

Assim como a tendencia cerebral de qualquer individuo é otimista. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, comprovou através de analises e experimentos que mesmo situações corriqueiras e banais do dia a dia, como ir ao banco, ativa no cérebro uma visão melhorada para o evento que ocorrerá, ou seja, as reações cerebrais sempre melhoram a perspectivas do futuro.

PAREIDOLIA

Outro fenômeno que nosso cérebro consegue realizar sem nem ao menos percebermos, é a pareidolia. A arte de enxergar aquilo que queremos no que queremos. Na prática ela transforma imagens comuns em imagens com semblantes humanos.

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Mas o fenômeno psicológico não se limita a apenas enxergarmos imagens com tais feições, ela vai além para outro sentido humano, a audição nos fazendo ouvir frases ou palavras onde na verdade só há ruídos. O exemplo são hábitos de se ouvir músicas ao contrário, achando ter alguma mensagem ali.

Foto: Reprodução


A explicação é de que em nossa evolução, precisávamos sempre nos reconhecer mesmo que em imagens distintas, aos pares, para podermos sobreviver em sociedade. O ser humano evoluiu em grupo e assim o cérebro procura por outras fisionomias para se manter 'vivo' e 'seguro'.

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